Estimativa é do Banco Mundial, que prevê um crescimento em todos os países dos PALOP, com exceção da Guiné-Equatorial que deverá manter a receção. Cabo Verde é o País que mais cresce nesse grupo de Países

A economia Cabo-verdiana deverá crescer em 2021 em 5,5% conforme a estimativa do Banco Mundial. De acordo com o relatório sobre as Perspetivas Económicas Globais, divulgado ontem à noite, em Washington, Cabo Verde recupera da queda de 11% no ano passado para assistir a uma retoma de 5,5% este ano.

Cabo Verde foi um dos países mais afetados pela pandemia, porque a Covid-19 obrigou a paralização do turismo que é uma forte fonte de receita para o Arquipélago. Entretanto, para o ano de 2022, o BM prevê que o nosso País cresça a 6%.

O documento, que estima que a África Subsaariana cresça 2,7% este ano e 3,3% em 2022, abaixo do anteriormente previsto, devido às consequências económicas da pandemia de Covid-19 na região, que em 2020 registou uma recessão de 3,7%, aponta também que a Guiné Equatorial teve um crescimento económico negativo de 9% no ano passado e deverá manter-se no ‘vermelho’, com a riqueza a cair 2,8% este ano e 1,2% em 2022. Ou seja, em todos os PALOP, Guiné Equatorial é o único que mantém a receção económica.

De acordo com o referido relatório, Angola deverá crescer este ano 0,9% e 3,5% em 2022, Guiné-Bissau, 3% em 2021 e 4% em 2022, Moçambique 2,8% e 4,4%, São Tomé e Príncipe 3% e 5%, Cabo Verde 5,5% e 6% e Guiné Equatorial -2,8% e -1,2%.

A nível global, o BM reviu em baixa a projeção do crescimento da economia global para 4% em 2021, esperando ainda uma contração de 4,3% em 2020.