Estimativa é do Banco Mundial, considerando que a economia Cabo-verdiana deverá “começar a recuperar gradualmente” este ano, apoiada na retoma dos fluxos turísticos no último trimestre

Cabo Verde deverá crescer, em média, 5,1% até 2023 admite o Banco Mundial, num relatório deste mês, isso porque o relatório estima que a economia Cabo-verdiana deverá “começar a recuperar gradualmente” este ano, apoiada na retoma dos fluxos turísticos no último trimestre. “No entanto, as perspetivas são altamente incertas, com riscos negativos substanciais. As incertezas quanto à duração da pandemia – incluindo o aparecimento de novas variantes do vírus – e a velocidade da recuperação global, particularmente na Europa, ensombram as perspetivas a médio prazo”, aponta o relatório.

Segundo o relatório, como “resultado da dramática redução das receitas fiscais devido à crise da Covid-19”, tanto o défice fiscal como as necessidades de financiamento de Cabo Verde “aumentaram substancialmente em 2020”. “O desempenho financeiro do Setor Empresarial do Estado, que já era fraco, foi duramente atingido pela crise, exigindo apoio fiscal de emergência e exacerbando os já elevados riscos fiscais. Consequentemente, os recentes ganhos na redução do peso da dívida pública foram revertidos em 2020”, lê-se no relatório citado pela Agência Lusa.

O Banco Mundial refere ainda que a atividade económica em Cabo Verde contraiu 14,8% em 2020, em relação ao Produto Interno Bruto, PIB, do ano anterior, traduzindo-se na “maior de sempre e a segunda maior na África Subsaariana”.

O relatório destaca como fatores principais que contribuíram para esta contração económica a paragem do setor do turismo durante nove meses e as repercussões negativas associadas nos setores a montante, bem como a forte contração do consumo privado “em resultado de medidas rigorosas de contenção interna para evitar a propagação” da pandemia no Arquipélago.

Fonte: O País